Com o Mundial2026 a chegar à fase das meias-finais, começa a ser possível fazer um primeiro balanço do novo formato com 48 seleções, uma expansão em relação às 32 equipas que compunham o torneio até à edição de 2022. A ampliação, disputada em conjunto pelos Estados Unidos, Canadá e México, trouxe histórias inesperadas, como a boa campanha de Cabo Verde e o percurso surpreendente da Austrália, que afastou a Turquia.
Por outro lado, o novo formato também expôs fragilidades: dois terços das seleções presentes conseguiram, por si só, apuramento para os oitavos-de-final, o que levou analistas da ESPN a questionar se a fase de grupos alargada dilui demasiado a competitividade nas primeiras rondas. A eliminação precoce da Alemanha, batida pelo Paraguai nos pénaltis, e o percurso irregular dos anfitriões — com Canadá, México e Estados Unidos eliminados ainda nos oitavos — reforçam essa discussão.
Ainda assim, chegar às meias-finais com França, Espanha, Inglaterra e Argentina — respetivamente primeira, terceira, quarta e segunda colocadas do ranking FIFA à entrada do torneio — sugere que, apesar de mais seleções em prova, os valores mais consistentes acabaram por se impor nas fases decisivas.
O debate sobre o equilíbrio entre inclusão e competitividade tende a continuar depois do apito final da grande final, marcada para 19 de julho, em Nova Jérsia.
Fonte: ESPN